martes 8 de diciembre de 2009

HALLACAS


Um dos pratos mais reconhecido e mais elaborado da gastronomia venezuelana é, sem sombra de dúvidas, a HALLACA. Este prato é, também, a expressão viva da mistura de culturas que forma o povo venezuelano, pois cada ingrediente traz a marca de sua raiz: folha de bananeira, usada pelos africanos e pelos índios americanos; a massa de milho, uma volta ao passado indígena; o recheio, a marca dos costumes espanhóis.
A palavra HALLACA vem do guarani e deriva da palavra “ayúa” ou “ayuaca” que significa misturar ou coisa misturada. A Hallaca é uma parte indispensável nas festas natalinas e sua preparação varia conforme a região do país e conforme a tradição de cada família. A HALLACA é o orgulho da cozinha venezuelana e está sempre presente em todas as mesas nas festas de fim de ano.






Se você desejar provar uma HALLACA maravilhosa, vá ao Restaurante da Gorda, em El Hatillo, mas se você estiver interessado em fazer HALLACAS para este Natal, aí vai a receita:





INGREDIENTES


3 xícaras de milho verde fresco (ou enlatado)
1 xícaras de banha
Sal

RECHEIO

1 e ¼ xícaras de pimentão verde em tirinhas
1 e ½ xícaras de cebola picadinha
½ xícaras de alcaparras
½ xícaras de óleo3 colheres (sopa) de passas sem sementes e deixadas de molho
1 colher (sopa) de cominho
2 colheres (sopa) de açúcar
1 quilo de frango cozido, desossado e sem pele, cortado pedacinhos
½ quilo de carne de porco sem gordura e cortada em cubinhos
½ quilo de carne bovina cortada em cubinhos
4 tomates sem pele e sem sementes picados
25 azeitonas, verdes recheadas
Sal e pimenta a gosto
Salsa picada



Cozinhar o milho em água. Coar, depois de bater no liquidificador ou depois de passar pelo moedor. Misturar com a banha e o sal. Amassar até obter uma massa lisa e homogênea. Reservar. À parte, dourar as carnes de porco e de boi, no óleo. Depois de bem douradas, retirar com a escumadeira. No mesmo óleo, refogar a cebola e o pimentão. Juntar os tomates e cozinhar até obter um molho espesso. Acrescentar as carnes, as alcaparras, o açúcar, o cominho, o sal e a pimenta. Cozinhar em fogo baixo por 15 minutos. Juntar o frango e a salsa. Retirar do fogo. Cozinhar 3 colheradas da massa reservada no centro de uma folha de papel manteiga (na Venezuela se usa folha de bananeira) e estenda-a até obter um retângulo, de 15 cm de largura por 18 cm de comprimento. Colocar no centro, 3 colheradas de recheio, 4 a 5 passas e 1 azeitona. Dobrar cuidadosamente o papel (que naturalmente deverá ser maior do que a massa estendida), fechando primeiro as bordas pela largura e depois pelo comprimento. Envolver com outra folha de papel e amarre com um fio. Para aquecê-las, colocar sobre uma peneira e mergulhe em caldo fervente, por 10 minutos. Retirar, deixar escorrer um pouco e tirar o papel. Abrir com cuidado, a outra folha também. Se quiser usar folhas de bananeira, lavar com água e uma esponja, com cuidado e sempre no sentido das nervuras, para que não rasguem. Cortar a folha do tamanho adequado (cerca de 25 cm de lado) e seque com um pano.

martes 10 de noviembre de 2009

Walter, um amigo do CARACASFELIZ, mandou esta crônica publicada no http://oglobo.com/pais/noblat. Se você se sente a única pessoa que não consegue dominar o espanhol, leia o texto que segue e encontre o seu consolo: existem muitos outros sofrendo do mesmo mal....
Crônicas
Enviado por Anamaria Rossi -
7.11.2009
14h05m

cartas de barcelona
Cuidado com a língua!
O portuñol é uma invenção tipicamente brasileira.
Damos um jeitinho aqui, uma acochambrada ali, fazemos uma pequena adaptación, se não der certo arriscamos um sinônimo – e vamos em frente.
Pagamos mico com a cara mais lavada do planeta! No fim dá tudo certo – ou quase.
Foi assim que cheguei aqui três meses atrás. Adaptando. Me enrolando nos ãos e ões, cometendo verdadeiros absurdos nas conjugações verbais, traduzindo literalmente as gírias brasileiras, hablando como uma primata. Em suma, fazendo todo mundo rir.
Não melhorei muito, confesso, embora depois de umas cañas a coisa flua melhor. Mas já tenho uma pequena coleção de dicas para compartilhar:
Nunca, jamais, em hipótese alguma entre numa loja para comprar durex e peça um durex.
O mínimo que pode acontecer é te perguntarem o tamanho, você responder “grande” e o sujeito detrás do balcão te olhar meio atravessado.
Se quiser evitar constrangimentos, peça uma cinta adhesiva. Caso contrário, corre o risco de sair da loja com um pacote de camisinhas tamanho GG.
Se tiver feito como eu e deixado para trás as roupas de inverno para não extrapolar o limite de bagagem, e, como eu, tiver o azar de os Correios brasileiros entrarem em greve quando sua amiga iria despachar a caixa com os casacos, nada que um moletom não resolva numa virada de tempo.
A questão é saber como pedir um moletom. Você pode tentar todas as adaptações imagináveis, mas não tem a mínima chance de acertar. Porque, habla en serio, faz algum sentido usar uma roupa chamada sudadera?
Vai passar apertado se precisar contratar um encanador. Turistas não têm esse problema, mas moradores têm.
Você descobre que os dicionários mentem. Pensa que vai encontrar algum cañero ou fontanero em Barcelona? Desista. Aqui só tem lampista. Dá para entender.
Escritório é oficina, oficina é taller, talher é cubierto. Cobertor não existe, compre uma manta, mas ela pode ser apenas um objeto decorativo. Aí você vai precisar comprar um edredom, que felizmente é edredón mesmo.
Mas ele vêm sem capa – e capa é funda. Funda nórdica! E cuidado para não confundir com fondo – que é fundo, em profundidade e em grana.
Equipamento é equipo, que também é time – faz sentido, não faz?
Longo é largo, largo é ancho, magro é flaco, fraco é débil. Força na peruca!
E nem tente ir ao peluquero sem saber explicar, na língua dele, o que você quer para a sua cabeleira.
Pedir um simples desfiado pode ser uma verdadeira tortura. Está lá no dicionário: desfiar = deshilar.
Mas diga isso ao peluquero! Aí toca tentar lembrar como se chama tesoura e, pior, descrever aquela tesoura cheia de falhas usada exatamente para... desfiar os cabelos. Arre égua!
Por falar em animais, não se assuste ao ser apresentado a uma cachorra do flamenco. Pode ser a bela cantora Rocio Márquez, apontada como líder da nova fornada de talentos no gênero.
Se quiser xingar o sujeito-cão diga perro, mas cuidado com a pronúncia. Se escorregar e disser puerro, ninguém vai se sentir ofendido – alho-poró não é palavrão, é?
Confusão mesmo você vai arrumar se soar como porro. Haja ginga brasileira para explicar que vai apertar mas não vai acender agora. Se o guarda não for com a sua cara você pode se transformar num presunto – presunto fumador de marihuana. “Suspeito, eu?”
O reino das comidas é uma loucura. Empanada é pastel, pastel é torta, culin pode ser docinho ou salgadinho, mas doce mesmo de encher a boca atende pelo nome de postre.
Farinha de rosca é pan rallado, e esqueça os anéis de lula à milanesa – só vai encontrar calamares rebozados, com farinha de trigo!
Isso sem falar nas palabras mayores... e nos 333 significados para o verbo echar. Imagine um. Adivinhou!
Mas não precisa ficar vermelho quando tiver que pagar uma propina. Todo mundo paga, é liberado. E vai pegar mal se você não pagar. O taxista não vai gostar, nem o garçom.
Nem se avexe quando um espanhol mais afoito passar por você e comentar: Pero que culo, chica! Ele está apenas elogiando seu derrière... Só não deixe que te mandem ir a tomar por el... Aí também já é demais!
Pena que ainda não comecei o curso de catalão. Aí sim que a coisa vai ficar mesmo divertida!
PS: Não desanime. Se ficar atrapado, abra o tragaluz e torça para a chuva não te pegar sem paraguas.

Anamaria Rossi é jornalista e acaba de desembarcar em Barcelona, onde pretende converter-se em cozinheira. Além dos cursos de Cocina e Pastelería, dedica-se a compartilhar suas descobertas na capital da Catalunya no blog Yo que sé? Uma aprendiz em Barcelona (HTTP://yoquesebarcelona.wordpress.com)

martes 3 de noviembre de 2009

LA GORDA

LA GORDA é um reataurante de comida tradicional venezuelana, no qual podemos conhecer as comidas criollas a um custo muito razoável. A Família VEREA administra o restaurante há mais de 25 anos, o qual faz parte da tradição de El Hatillo.














Recomendamos el asado negro, el hervido de gallina, el pabellón e o suco papelón con limón. Nesta época, já podemos provar las hallacas, comida típica da tradição natalina venezuelana e que é uma delícia.






O RESTAURANTE LA GORDA fica em EL Hatillo, calle Santa Rosalía, fones 212-9637476

lunes 26 de octubre de 2009

HACIENDA SANTA TERESA





Um passeio perfeito para aqueles que querem conhecer a história da Venezuela e ainda por cima degustar o melhor RON DEL MUNDO.






A história começou há mais de dois séculos. A FAZENDA SANTA TERESA foi fundada pelo Conde de Tovar, em 1796. Palco de grandes batalhas como a que a destruiu durante a Guerra da Independência, A Fazenda Santa Teresa converteu-se no berço do RON DE VENEZUELA desde 1830, graças a tenacidade e o esforço do joven alemão Gustav Julius Vollmer e sua esposa Panchita Ribas, sobrinha do General em Cheve José Félix Ribas e prima do Libertador Simón Bolivar.





Entrando no site http://www.haciendasantateresa.com.ve/ você poderá conhecer todas as opções de passeios e diversão oferecidas e ainda fazer sua inscrição antecipada para a visita à Fazenda que ocorre somente nos finais de semana.








Você pode optar pela RUTA DEL RON, o passeio perfeito para descobrir a fascinante história da hacienda Santa Teresa e a magia do Ron de Venezuela. Neste passeio, entre várias atrações, está o Caminho dos Chaguaramos e a mágica Cruz de Aragua; a bodega privada, onde podemos ver nomes famosos; La estación El Consejo, que é uma volta ao tempo antigo.






CENTRO DE CATADO é a oportunidade de conhecer e degustar a melhor cata de rones del país. Há ainda La Bodega Santa Teresa, onde se pode adquirir rum, souvenir, boné, café e outros produtos da Hacienda Santa Teresa; o To-Bar, onde se tomam ótimos coquetéis a base de rum; Paseo Ecuestre; Daguerrotipo, fotografias com trajes antigos e reveladas em sépia; e Paintball. La Hacienda Santa Teresa é um cenário ideal para passar um final de semana, para festas privadas, atividades esportivas e eventos em geral.

E, além de tudo isso, você encontrará em La Hacienda Santa Teresa um dos melhores restaurantes da grande Caracas. Recomendo a perna de peru e o risoto de limão. Imperdíveis.

martes 20 de octubre de 2009

LA VIRGEN DE NUESTRA SEÑORA DE COROMOTO





Sábado, ao irmos almoçar em La Candelaria, reduto de ótimos restaurantes espanhóis e portugueses, tivemos uma supresa incrível. Vimos a procissão da Virgem de Coromoto, super venerada na Venezuela. Inclusive existem várias pessoas que se chamam Coromoto (seria como as Aparecidas no Brasil, que receberam seu nome em honra a nossa Senhora Aparecida).





Aqui vai a história de Coromoto para vocês conhecerem.




LA VIRGEN DE NUESTRA SEÑORA DE COROMOTO é a patrona da Venezuela e é venerada não só em Guanare (estado PORTUGUESA), onde apareceu há mais de 350 anos, como em todo o País.
Contam que em 1591, quando foi fundada a cidade de Guanare, os seus habitantes originais, os índios COSPES, fugiram para a selva, o que dificultava a evangelização do povo indígena pela Igreja católica. Em 1652, o cacique COROMOTO e sua mulher cruzavam um rio quando viram uma senhora de extrema beleza, a qual se dirigiu a eles e pediu, na língua dos índios, que eles fossem à casa dos brancos e pedissem para jogarem água em suas cabeças, pois desta forma eles iriam ao Céu.




Juan Sánchez, um espanhol, permaneceu oito dias na tribo, preparando-os para o batismo, o qual seria realizado em um ângulo que se formava entre os rios Guanaguanare e Tucupido. O processo de catequização teve início.

Mas nem todos os índios seguiram os novos ensinamentos, entre eles, Coromoto, por sentir saudade da vida livre na selva. No entanto, em 8 de setembro de 1652, a virgem aparece novamente para Coromoto, sua mulher, sua cunhada Isabel e seu sobrinho. O cacique agarra uma flecha e tenta matá-la. Mas a virgem desaparece, não sem antes deixar em suas mãos um pequeno pergaminho com sua imagem. Juan Sánchez recupera o pergaminho e o leva para a Igreja de Guanare em 1654 e ali permanece até 1987, quando este é levado para o “Santuario Nacional Nuestra Señora de Coromoto”, templo construído no lugar desta segunda aparição.



O cacique Coromoto foge novamente para a selva e ao ser mordido por uma cobra venenosa, volta seu coração a Deus e pede pelo batismo, tornando-se apóstolo junto ao seu povo, conhecida como uma das comunidades mais fervorosas.


video

jueves 15 de octubre de 2009

ZAMURO




Pessoal






recebi um e-mail muito divertido e resolvi dividir com todos vocês:






Amigos em especial blogueira Soraya,

Eu e Célia ficamos extremamente enciumados quando vimos no blog Caracas Feliz, em 27 de setembro, que os amigos receberam a visita de uma linda Guacamaya. Ficamos pensando, que não tínhamos tido a mesma oportunidade e nos questionamos se o nosso olhar estava direcionado ainda para o Brasil, portanto não conseguiríamos visualizar as belezas do local. Outra hipótese seria a localização da nossa residência, pois não tínhamos recebido nenhuma visita ilustre em nosso jardim.

Nesse feriado, toda a ciumeira foi desfeita e chegamos a conclusão que o sol brilha também em El Rosal e para a família Campêlo.
Recebemos a visita encantadora dessa ave majestosa, conhecida aqui como zamuro (para nós do Brasil urubu mesmo). Que lindo!!!

Não esqueça de registrar no blog, pois não podemos ficar indiferentes a esta beleza local e queremos compartilhar com todos os leitores. Kkkkkkkkk. Brincadeira!!!!!

Abs,


Marco Aurélio

Aqui vão as fotos do simpático visitante:


miércoles 7 de octubre de 2009

VOCÊ CRIA SUA MÚSICA


Pessoal, se vocês desejam um momento de relax, aqui vai minha dica.
Escolha uma paisagem bem significativa para você;
deixe sua mente transportá-lo para lá;
e escute o som que vocês mesmo criou. Isso mesmo!!! Descobri um site maravilhoso, onde podemos construir a nossa própria música de relaxamento, acrescentando vários sons da natureza.
As imagens que vocês estão vendo são da Venezuela: Los Roques e Morrocoy.



sábado 3 de octubre de 2009

Para conhecermos Caracas, várias opções teremos: caminhando, indo de Metro, de ônibus ou camioneticas. Os taxis, sendo de hoteis e de Centro Comerciais, também é uma alternativa. O Metro, em especial o da LINHA 1, é seguro, rápido e limpo. Os ônibus e as camioneticas que atendem esta mesma área também são bastente limpos e seguros. Claro que devemos andar sempre atentos contra os oportunistas, como qualquer grande cidade exige. Escolha roupas práticas e vá conhcer a sua cidade.


















































domingo 27 de septiembre de 2009

Guacamaya





Pessoal, podem acreditar, esta linda arara vermelha veio ao nosso prédio nos visitar.
Ela ficou tão perto da janela do apartamento da Vilma Sonaglio, que ela resolveu registrar esse momento de encantamento e dividir com todos os nossos amigos de Caracasfeliz.
É uma verdadeira poesia visual.
Obrigada, Vilma!!!!!

domingo 13 de septiembre de 2009

BOLO DE AVEIA

Mais uma receita fácil e rápida.

1 xic. de açúcar
1 xíc. de açúcar mascavo
2 xíc. de aveia em flocos
4 ovos inteiros
1 xíc. de óleo de canola
1 colher de sopa de fermento
castanha do pará a gosto

Misturar o açúcar, a aveia, o óleo e os ovos. Bata até ficar homogëneo.
Misture o fermento e as castanhas.
Forno pré aquecido a 180 graus de 20 a 30 min.